Shanay Freire’s Blog


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The following is a list of all entries from the Textos Antigos category.

Não Quero Esquecer

Hoje andei xeretando o caderno velho de rabiscos e achei um texto de 12 de junho de 2006. Vim aqui dar uma olhada e percebi que não me permito vagar um tempo para postar há meses. Então, uni ao útil ao agradável e eis aqui o bendito:

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NÃO QUERO ESQUECER

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 Eu não vou negar, ainda penso em você;

Eu não posso negar, a lembrança dos teus beijos me faz delirar;

Eu não vou mentir, a saudade às vezes aperta;

E por mais que eu me faça de forte, o teu sorriso está gravado nas minhas mais íntimas lembranças.

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Quanta tolice, paixão adolescente;

Quantos lábios não beijados, à espera de só dois;

Quantas palavras pensadas e não ditas;

Quantas palavras ditas e não pensadas.

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Olhar pra trás e dizer “te amei”;

Virar-se pra frente e dizer “eu odeio quem você se tornou”;

Ainda me lembro, de fato;

Apenas porque não quero esquecer.

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O Segredo Do Amor

Textinho antigo, mas nem tanto. De 14 de janeiro desse ano. Pra vocês.

 

 

O SEGREDO DO AMOR

 

E se você me ignora, eu corro.

Corro pra bem longe, onde você não me alcançaria se viesse atrás de mim.

Mas você não vem.

 

Então eu volto. (Volto de bem longe).

Volto e pego você sorrindo, me chamando de meu bem.

 

Eu descobri o segredo do amor.

 

 

 

Precisa comentar? Eu descobri o segredo do amor. =)


Carpe Diem

Ok, ok… Sei que passei o mês de maio todinho sem postar e deixei a desejar. Mas peço a compreensão de vocês. Então, vamos lá…

 

Quero postar hoje um texto antigo que reflete boa parte da minha visão de vida… Data de 28 de março de 2006. Ele foi uma brincadeira com a expressão Carpe Diem e olhando-se a letra inicial de cada linha temos a frase inteira (Carpe Diem Quam Minimum Credula Postera) . Sei que foi um texto “encomendado” (um amigo queria escrever um livro: “Carpe Diem a duas mãos”, que por sinal acabou não saindo) e que nota-se claramente a diferença de qualidade de um texto “livre” para um texto “encomendado”,  mas mesmo assim eu gosto dele.

 

 

*CARPE DIEM QUAM MINIMUM CREDULA POSTERA*

 

Confia o mínimo no amanhã!

Assim é a vida, quando bem vivida.

Rindo à toa,

Perambulando por aí,

Exigindo o mínimo de si.

 

De vez em quando me pego perguntando:

Importa mesmo o que as pessoas irão pensar?

Em que resulta essa vida de planos e preocupações?

Morte, certamente que sim.

 

Quando bem aproveitada, a vida é eterna.

Um único momento basta para isso acontecer.

Aos 17, 28, 50 ou 83 anos…

Morrer é preciso, em conceitos e teorias, para poder-se voltar a viver.

 

Manhãs novas a cada dia.

Irradiando a vida a cada segundo.

Não se preocupar com o Amanhã é fundamental.

Intensamente reconhecer a beleza de cada experiência,

Mesmo que a sociedade imponha regras e limites.

Um dia vale ser inconsequente.

Mesmo que esse dia seja hoje todo dia.

 

Crer na paixão pela vida é cultivá-la.

Recebendo o Agora como um sonho real.

Em todos os instantes que vivo,

De nada me previno, as surpresas são melhor.

Um coração batendo forte, uma alma cheia de gozo.

Levando a vida ao extremo do tempo.

Arranjando tempo o tempo todo para ser feliz.

 

Para todos o sonhar é acessível.

Ousar e viver é bênção de poucos.

Ser você mesmo, pular, gritar, correr, rir,

Ter vontade de fazer, e simplesmente fazer.

Esse é o espírito que nos deve acompanhar.

Rejuvenescer a cada dia que passa.

Aqui vai a receita milagrosa: CARPE DIEM!

 

*CARPE DIEM QUAM MINUMUM CREDULA POSTERA: Do Latim, “Aproveite o dia, confia o mínimo no amanhã”. *


Chuva

(Post rascunhado ontem, dia 1º de maio, mas só postado hoje por motivos técnicos)

Quero abrir o post de hoje com um texto de 23 de agosto de 2007.

CHUVA

Chove forte lá fora agora…

Incrível, quantas lembranças a chuva traz…!

O barulho constante, o vento frio, o frescor, a paz…

E… mais que isso, o pensamento leve!

Deus queira que essa chuva não pare tão cedo.

Que gostoso… Quantos arrepios!

Que vontade louca de sair correndo e me molhar inteira!

Nada de ficar debaixo de cobertas não!

Quero sair e me molhar, e dançar, e rir, e chorar, e lavar a alma!

Vou indo nessa antes que a chuva pare!

É interessante como, em Manaus, às vezes está fazendo o maior calor, o maior sol aberto, e do nada cai um pé d’água monstruoso. E as pessoas correm nas ruas à procura de abrigo, tentando proteger suas cabeças (as mulheres, em geral, suas chapinhas) com pastas, bolsas, ou que o que tiverem em mãos. E sempre tem por perto um barzinho ou uma lanchonete aonde param e ficam ansiosas esperando a chuva passar. Mas quando foi a última vez em que continuaram andando normalmente, debaixo de chuva, sem procurar proteção, só aproveitando o momento?

Preciso confessar que há muito tempo eu não pegava chuva de propósito. E hoje, um belo feriado de dia do trabalhador, por volta das 3:20 da tarde, ela veio. Só o som que a água faz ao bater em tudo, só o cheirinho de grama molhada, já lava a alma, já purifica. Mas observar, apenas, às vezes não basta. E você vai passando a mão pelas minúsculas cachoeiras que caem do telhado… E, de repente, só a mão já não satisfaz. E você molha os pés, um por vez. E as pernas. E, quando dá por si, sua roupa já esta encharcada e seus cabelos passeando molhados pelo seu rosto, seus braços abertos, seu corpo rodando, seus pés em ponteira, sua alma cantando e você envolvido em paz. E você caminha, e pula, e gira, e o momento não tem par.

E eu me pergunto: Quando foi que deixamos de apreciar um bom banho de chuva? Quando foi que passamos a fugir dele, desesperados, como se fôssemos feitos de açúcar? Quando passamos a nos irritar com os pássaros do vizinho cantando todos os dias pela manhã e o sol entrando pela janela e batendo no nossos rostos? Em que momento da humanidade ou de nossas vidas foi que nós paramos de nos maravilhar com a beleza e a perfeição da natureza em seus mínimos detalhes?

A resposta para essas perguntas eu não tenho para oferecer. Mas uma resposta eu sei. Eu sei que não importa aonde ou quando nos desviamos do caminho, ,as hoje é o dia perfeito para retornar a ele. Hoje é o dia para voltar a enxergar a vida com os olhos de uma criança. É o dia para fazer cada momento valer a pena. Essa é a hora de mostrar para nós mesmos que não importa a idade, não importa o quanto a vida foi dura conosco, ou o quanto desejamos nos enquadrar nos padrões, admirar a beleza das coisas mais simples traz a felicidade que nos completa.

Portanto ria de si mesmo, cante junto com os passarinhos, beije quem você ama, sorria para o amor, dance sem vergonhas bobas, corra para a chuva, limpe sua alma, vista-se de um novo ser, cada dia mais radiante. Essa é a hora, esse é o momento.

=)


Dois

Hoje resolvi postar um texto de 26 de junho de 2006. Estive pensando bastante nele esses dias, mas estava um pouco sem tempo pra vir postar. Hoje tomei coragem e peguei meu antigo caderno. Aí vai…

 

DOIS

No silêncio estarrecedor grita um coração aflito. Os lábios se tocam, como duas metades de uma semente germinante. O clamor que rasga o peito e vibra, e quebra o silêncio, e traz alívio, circula pelo ar e sobe como aroma suave e delicado. E o amor e a paixão cedem lugar à paz que os envolve completamente. A prata mais uma vez marcou de sangue. E no ruído dos ouvidos, e na paz das almas, e no desejo das carnes, e no silêncio dos corações, e no contato dos olhos, as mãos tímidas e frias se soltam e acenam um adeus dolorido. “Eu te amo, mas te perdi”.


Vida

Eita, eita. Para os impacientes de plantão que estão me cobrando postar, vamos lá.

Ando meio sem tempo de sentrar pra escrever, confesso. Por isso, hoje vou postar um texto antigo. 10-10-2005.

 

 

VIDA

 

Voltas e Reviravoltas.

Casos e descasos.

Impossível descrever a vida com palavras.

 

O que é a vida, senão a espera pela morte?

A vida é… o que você quiser que ela seja!

 

Ela vem, e vai, e não volta mais.

Desesperada, ela sobrevive de prazer.

Prazer pela vida? Graça de poucos.

Uma multidão desolada… vivendo. Vivendo?

É… Vivendo…

 

Muito mais complexa e inusitada. Talvez.

A vida não depende de mim ou de você.

Livre, totalmente livre para ir e vir.

Ela passeia por aqui.

Quem puder agarrá-la, que o faça.

 

Não satisfeita, agora grito.

 

E como não basta viver, Vivo…

E as palavras já não fazem sentido.

(Apaguem tudo isso).

Celebre a vida, antes que ela desista!


(Paródia de “Canção do Exílio”)

Eita… andam dizendo por aí (na verdade, sou eu mesma que penso isso) que os meus posts andam meio “carregados”… Então, pra descontrair, hoje vai um post mais “light”, pra tirar uma graça. É meio antigo. Aliás, pra quem se impressionou que o do Soneto era de 2005, esse é mais antigo ainda. É de 9 de novembro de 2004.

 

 

(PARÓDIA DE “CANÇÃO DO EXÍLIO”)

 

Minha terra tem seus morros

Onde se ouve os pá, pá, pá.

Ninguém sobe, ninguém desce,

Ninguém passa pro lado de lá.

 

Nos morros só dá bandido,

Traficante e cheirador.

A polícia nem se arrisca,

Se não quiser ver o horror.

 

Minha terra tem coisa boa,

Como praia e curtição.

Mas se tu der muito mole,

Te levam até o calção.

 

Minha terra tem gente formosa,

Com muito samba no pé.

Nem todo mundo é bandido,

Mas malandro todo mundo é.

 

Se quiser conhecer minha terra,

Pode ir e vai com fé.

Mas pra andar com grana no bolso,

Tu tem que ser muito mané.

 

 

Pois é… Acho que nem preciso dizer de onde eu venho, preciso? 😛


Meu Soneto

Hoje resolvi, por acaso, postar um texto antigo. Se não me falha a memória, ele data de 05 de julho de 2005. Esse texto expressa com clareza (eu espero) minha eterna frustração em não conseguir escrever dentro das métricas de um soneto propriamente dito. Gosto de escrever livre, sem pressão de formato ou afins. Mas admiro tanto quem o faz, que espero um dia conseguir tal feito.

 

MEU SONETO

Componho pra todos os tipos

Escrevo para amigos e inimigos

Só não consigo do poeta o dever:

Um soneto lindo escrever

Escrevo e quebro tabus

Com versos brancos e azuis

Versos livres e trancados

Pensamentos enjaulados

Prosa, poesia e loucura

Será que existe uma cura

Pra esse meu ser perturbado

Que só pensa em ficar calado

Quando mais preciso gritar

Preciso muito me inspirar

Para um soneto forte compor

Nem que seja sobre a dor

Pela qual nem mesmo passei

Até hoje nunca pensei

Em algo tão grandioso

Como, de Vinicius, o glamuroso

Soneto de Fidelidade

Que só me traz infelicidade

Ao ver que não sou capaz

De escrever um algo mais

Mas eu juro a mim mesma

Nem que eu gaste cinquenta resmas

Vou compor com qualidade

Um soneto sem validade

Que perpetue por gerações

Encantando os corações

Eu juro diante de Deus

E até perante Zeus

Que antes da minha morte

Terei inspiração ou sorte

Sentarei em frente ao espelho

E escreverei o meu soneto.

 

Bom… é velhinho, mas tá valendo, né? Só não pude deixar de rir da adaptação que tive de fazer no texto. Afinal, cinquenta não tem mais trema… 😛